Um sorriso apareceu na face dela, um sorriso sempre lindo, ele retribuiu, mas seu sorriso era solto, vago. Tudo agora estava esclarecido, como se algo pudesse ser esclarecido daquela maneira.
A vida parecia ser engraçada, tudo se repetia, tudo mesmo, quase que nos minimos detalhes, a menina, o amigo... Ela parecia aliviada, no fundo sabia que não estava tudo realmente bem, sabia que ele ia se importar, sabia que ele ia sofrer, sabia que quando ele a visse com outro, não interessando quem, ele sofreria, seu coração quebraria em milhares de pedaços e se reconstituiría para que ele pudesse sentir a agonia dos primeiros machucados novamente. Mas era muito no fundo que ela sabia, e preferia apenas aceitar o que ele dizia, de que estaria tudo bem.
Ele se mostrou um mentiroso de primeira, é claro que ele queria algo com ela, é claro que ele a queria a seu lado não como amiga, não "ficando". Ele a queria de uma maneira mais profunda, ele a amava, amava o cheiro que ficava grudado em sua roupa depois de um abraço, amava os olhos brilhantes que iluminavam o dia, amava poder conversar com ela assusntos que a maioria acharia chato, amava jogar videogame dela, e amava vencer dela, não por perverção, apenas porque ele poderia ouvir a voz meiga falando qualquer coisa como "bobo".
Mas agora estava tudo esclarecido, e o sonho que ele tinha, e todas as cenas que ele imaginara, todas foram para o esgoto.
Mas mesmo assim, mesmo com toda a frustação que abateceu sobre ele, ele sorriu seu sorriso vago e se divertiu com ela. Ele estava bem no final das contas, estava feliz agora, ela escolhera bem as palavras e não foi capaz de deixa-lo triste naquele momento. E eles foram felizes pelos minutos antes dele ir embora.
Só depois, indo para a casa é que ele pode refletir, e a dor pesou mais que a alegria pois ela não estava do seu lado agora, nunca estaria, e seu peito doeu, uma dor profunda que não podia ser explicada. Ele desligou seu celular, não queria falar com ninguém agora, apenas se afundou em sua tristeza, e pela primeira vez em muitos e muitos anos, uma lágrima escorreu.
Fim da transmissão
Bzzzzzzzzzzzzzzzzz
A vida parecia ser engraçada, tudo se repetia, tudo mesmo, quase que nos minimos detalhes, a menina, o amigo... Ela parecia aliviada, no fundo sabia que não estava tudo realmente bem, sabia que ele ia se importar, sabia que ele ia sofrer, sabia que quando ele a visse com outro, não interessando quem, ele sofreria, seu coração quebraria em milhares de pedaços e se reconstituiría para que ele pudesse sentir a agonia dos primeiros machucados novamente. Mas era muito no fundo que ela sabia, e preferia apenas aceitar o que ele dizia, de que estaria tudo bem.
Ele se mostrou um mentiroso de primeira, é claro que ele queria algo com ela, é claro que ele a queria a seu lado não como amiga, não "ficando". Ele a queria de uma maneira mais profunda, ele a amava, amava o cheiro que ficava grudado em sua roupa depois de um abraço, amava os olhos brilhantes que iluminavam o dia, amava poder conversar com ela assusntos que a maioria acharia chato, amava jogar videogame dela, e amava vencer dela, não por perverção, apenas porque ele poderia ouvir a voz meiga falando qualquer coisa como "bobo".
Mas agora estava tudo esclarecido, e o sonho que ele tinha, e todas as cenas que ele imaginara, todas foram para o esgoto.
Mas mesmo assim, mesmo com toda a frustação que abateceu sobre ele, ele sorriu seu sorriso vago e se divertiu com ela. Ele estava bem no final das contas, estava feliz agora, ela escolhera bem as palavras e não foi capaz de deixa-lo triste naquele momento. E eles foram felizes pelos minutos antes dele ir embora.
Só depois, indo para a casa é que ele pode refletir, e a dor pesou mais que a alegria pois ela não estava do seu lado agora, nunca estaria, e seu peito doeu, uma dor profunda que não podia ser explicada. Ele desligou seu celular, não queria falar com ninguém agora, apenas se afundou em sua tristeza, e pela primeira vez em muitos e muitos anos, uma lágrima escorreu.
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Um comentário:
Sometime the greatest pain is the pain we keep to ourselves
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