Tico era o nome do meu cachorro, dá época de criança sabe.
Quando eu tinha uns dez anos, o ganhei de presente, era um filhotinho lindo e logo me apeguei nele. Brincávamos o dia todo e quando este acabava ficávamos mortos.
É engraçado sabe, ele adorava dormir na minha cama. Sempre que a gente se descuidava, estava ele lá, dormindo satisfeito. Ah, como eram bons aqueles tempos...
Mas como todos sabem, o tempo passa, e não tardou a recair sobre mim o peso dos estudos. Tico já estava digamos, velho, já não corria como antes e não tinha mais aquela alegria, mas seus olhinhos ainda mostravam a alegria de tempos anteriores.
Dizem que os cachorros sabem quando os donos estão de partida. Eu posso lhe assegurar que sabem. Eu já tinha dezoito anos, Tico tinha nove, e fui estudar fora. Pouco antes de partir Tico veio e se sentou ao lado da poltrona que eu estava, dava pra ver que estava triste. Segui viagem e fiquei muitos anos fora. Quando finalmente voltei, cinco anos depois, notei algo de diferente... Minha mãe estava lá, meu pai, todos, mas faltava alguém. Olhei para o chão e percebi a ausencia de Tico, o meu querido cachorro que havia sido meu melhor amigo, muito estranho ele não estar lá, sempre recebia a todos com muita festa. Fui a minha mãe e descobri o que não queria. Dois dias antes de mim voltar, Tico foi meio que tristonho e mancando até o meu quarto, subiu na minha cama como sempre fazia e dormiu para nunca mais acordar.
Minha havia dito ainda que todo dia Tico ficava no portão como que esperando a minha volta, e eu nunca voltei...
Fim da transmissão
Bzzzzzzzzzzzzzzzzz
quarta-feira, 11 de julho de 2007
quarta-feira, 4 de julho de 2007
O Penhasco
Pouco antes de partir ele voltou-se a ela e deu um último beijo apaixonado, ele estava partindo para uma viagem que talvez não tivesse volta, a guerra é traiçoeira e separa os maiores casais.
Os dois foram andando até a costa onde ele pegaria a embarcação, lágrimas rolaram em seu rostos e ele a deixou. Ela correu até um penhasco e de lá viu os barcos sumirem no horizonte, seu coração apertou e, não tendo passado nem 5 minutos, a saudade já apertava-lhe o peito.
Todos os dias ela ia ao penhasco e lá ficava a horas a fio, esperando seu amado. O tempo foi passando e ela ficava cada vez mais lá, esperando. De horas passou a ficar dias a fio, logo semanas até que um dia sentou e de lá nunca mais saiu.
Trinta anos se passaram e aquele penhasco, a moça e a casa foram totalmente esquecidos. Num belo dia uma jovem apareceu por lá a fim de apreciar a beleza do lugar. Chegando perto do penhasco viu um vulto sentado à sua beira, foi até ele e se deparou com o corpo de uma mulher q tinha morrido de fome e frio enquanto olhava p o horizonte. Chegou mais perto do olho e percebeu uma lágrima congelada em sua face, seu olhar mostrava que esperava por algo que nunca voltou.
Fim da transmissão
Bzzzzzzzzzzzzzzzzz
terça-feira, 3 de julho de 2007
O Telefone
Ele estava sentado na sua poltrona de sempre, todas as luzes apagadas, apenas a lareira fazia alguma luz. Ao seu lado jazia o telefone, ele esperava um telefonema dela, ele esperava pela volta dela.
Nada do que ela havia dito fazia sentido e ele sabia que não deveria dar o primeiro passo e ligar, ela estava errada e o que ele havia dito tinha de ser dito! Será? Será que ele não deveria ter dado uma chance a ela? Será que, como muitas vezes acontece, as aparências enganaram satisfazendo o antigo provérbio: "As asparências enganam"?
Não! Ela fez o que fez e ele disse o que disse, não tinha volta e era só questão de tempo, ela ia ligar, tinha de ligar. Alguma hora ia perceber que o que ele tinha dito era nada mais do que justo depois do que ela tinha feito. Isso! Nada de ligar, apenas espere-a retornar aos seus braços.
Os segundos foram passando, os minutos, as horas, já era muito tarde e ficou mais do que claro que ela não iria ligar, sentiu um forte aperto no coração e foi se deitar, ele havia perdido ela.
Do outro lado da cidade, uma lágrima escorre pela face de uma jovem mulher que já ia se levantando da sua poltrona ao lado do telefone, ele não ia ligar, ela tinha perdido ele.
Fim da transmissão
Bzzzzzzzzzzzzzzzzz
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