Ela se ajoelhou, olhou para suas mãos encharcadas de sangue, olhou apreensiva para o lado, ele estava a salvo, ela conseguira no último segundo. Ela nunca se importara com ele na verdade, mas agora ela entendia o por que das constantes provocações dele, isso a fazia sorrir, e ela pouco sorria na verdade, ela encontrara agora o significado de tudo isso.
Olhou para a barriga, atravessada pela lâmina do inimigo que ela acabara de matar, jorrava sangue, mas ela não sentia dor, a alegria da epifania recém encontrada era mais forte. Ela olhou mais uma vez para ele, estava inconsciente, nunca fora lá muito bom cavaleiro, mas protegia ela contra o preconceito que sofria. Nunca se ouvira falar de uma cavaleira, ela esperava agora que outras mulheres se propusessem a fazer o que ela fez.
Os músculos começaram a não responder e ela caiu deitada, suas pernas doíam por estarem dobradas por baixo, então as ajeitou de maneira agradável, olhou para cima. O vento batia em seu cabelo de maneira suave, sentia a brisa e gostava disso, fechou os olhos para senti-la melhor, gostou disso também. Então abriu lentamente os olhos e a luz a cegou por um breve instante, e ao mesmo tempo que ia recobrando a visão, viu o pôr do sol, estava por entre as árvores, assim ela via apenas alguns raios amarelos e o céu agora avermelhado, sentiu o quentinho aconchegante de fim de tarde e mais uma vez a brisa, ela agora sentia a paz.
A visão foi escurecendo, ela fechou os olhos mais uma vez, sabia que nunca mais veria o pôr do sol, mas nunca tinha visto um tão lindo, então ela pensou que valeu a pena. Sentiria saudade dele, e ele dela, sentiu uma lágrima escorrendo de seus olhos, não tinha mais força para abri-los nem para limpa-la, então deixou escorrer a gota que ia se gelando com o bater da brisa que, agora ela percebia, fazia um singelo barulho que foi ficando cada vez mais longe, até não poder mais ouvir nada.
Deu um último sorriso de satisfação, finalmente entedera a vida, e finalmente estava em paz. A cabeça ficou pesada e pendeu para o lado. Sentiu uma mão levantando-a, percebeu quem era, deu um último suspiro e morreu em seus braços.
Fim da transmissão
Bzzzzzzzzzzzzzzzzz
Olhou para a barriga, atravessada pela lâmina do inimigo que ela acabara de matar, jorrava sangue, mas ela não sentia dor, a alegria da epifania recém encontrada era mais forte. Ela olhou mais uma vez para ele, estava inconsciente, nunca fora lá muito bom cavaleiro, mas protegia ela contra o preconceito que sofria. Nunca se ouvira falar de uma cavaleira, ela esperava agora que outras mulheres se propusessem a fazer o que ela fez.
Os músculos começaram a não responder e ela caiu deitada, suas pernas doíam por estarem dobradas por baixo, então as ajeitou de maneira agradável, olhou para cima. O vento batia em seu cabelo de maneira suave, sentia a brisa e gostava disso, fechou os olhos para senti-la melhor, gostou disso também. Então abriu lentamente os olhos e a luz a cegou por um breve instante, e ao mesmo tempo que ia recobrando a visão, viu o pôr do sol, estava por entre as árvores, assim ela via apenas alguns raios amarelos e o céu agora avermelhado, sentiu o quentinho aconchegante de fim de tarde e mais uma vez a brisa, ela agora sentia a paz.
A visão foi escurecendo, ela fechou os olhos mais uma vez, sabia que nunca mais veria o pôr do sol, mas nunca tinha visto um tão lindo, então ela pensou que valeu a pena. Sentiria saudade dele, e ele dela, sentiu uma lágrima escorrendo de seus olhos, não tinha mais força para abri-los nem para limpa-la, então deixou escorrer a gota que ia se gelando com o bater da brisa que, agora ela percebia, fazia um singelo barulho que foi ficando cada vez mais longe, até não poder mais ouvir nada.
Deu um último sorriso de satisfação, finalmente entedera a vida, e finalmente estava em paz. A cabeça ficou pesada e pendeu para o lado. Sentiu uma mão levantando-a, percebeu quem era, deu um último suspiro e morreu em seus braços.
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Um comentário:
Muito bom...escrito de uma maneira linda parabéns
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