Estava ali, parado, sangrava muito e tinha um dos braços quebrados. O inimigo, ali a frente, ria, seus olhos ardiam em uma graça insana. Tinha à mão um porrete.
Por que lutar? O ódio, a ira, tudo consumia o herói. Estava muito fraco, seus reflexos estavam lentos, nada que fizesse ia mudar sua situação, iria ser derrubado pelo inimigo. Todo seu treinamento mostrava-se insuficiente.
Atráz do oponente jazia seu mestre. "Nada pode comigo", branhia o porrete. Um passo a frente, uma gota ao chão, um passo a frente, uma falha na respiração.
Se ele continuar, matará mais pessoas, destruirá mais lares, acabará com mais sonhos.
O herói se lembrou então de seu treinamento.
Medo? Não, sapiência. Não se deve recuar, não se deve desistir, lutar até a morte. Lutar, lutar e lutar! Só mais um passo.
O inimigo entra em seu alcanse, o herói pula em sua perna, o porrete lhe acerta a cabeça mas isso não o para e o oponente cai com as pernas quebradas. Aproveitando o desespero do caído, esmurra-lhe o rosto até a mote, está tudo acabado.
Cai então de costas, um sorriso modifica-lhe a face e no escuro sua vida esvairece.
Fim da transmissão
Bzzzzzzzzzzzzzzzzz
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